Fêmea

Postado por FadaDoDoce em BDSM, Comportamento, Crônica Sexual, Sexo, Vela - 26-04-2012

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Me comanda

O mês já findava quando nos foi possível passar algum tempo juntos. 5 dias. 5 desejados, esperados e sonhados dias. O local escolhido para tal foi uma casa de campo no interior do estado. Convenientemente distante da cidade mais próxima, o que nos dava total privacidade.

Cheguei ao local marcado, mas meu Senhor não estava lá. Com a manhã já no fim, anunciando o dia quente, restou-me apenas esperá-lo, quieta e obediente ao sol.

Distraída, observando o movimento aguardava meu Senhor, o Dono de minha vontade, desejo e corpo. Absorvida por uma infinidade de pensamentos, só me dou conta de sua presença quando sua sombra cobre-me. Um arrepio percorre meu corpo, sua proximidade, seu cheiro, sua energia faz-me pulsar frenética.

Viro, beijo-lhe as mãos. Mestre segura-me pelo queixo e leva meus lábios ao encontro dos seus, beija-me com sua característica firmeza.

Até o momento, nada nos diferenciava de outros tantos casais que ali também se encontravam. Estávamos alegres, dispostos e com certeza meus olhos brilhavam de felicidade.

Conversávamos. Bastaram alguns minutos para que seu semblante mudasse. Seus olhos brilhavam diferentes e um sorriso, entre maroto e sarcástico, brotou-lhe nos lábios.

Logo vem a ordem para me colocar de joelhos aos seus pés. Obedeço, levanto meus cabelos com uma das mãos, a coleira de couro grossa envolve meu pescoço e suas mãos a atam. Fico surpresa por sua ação, o toque do couro, bem ali, em público.

Ao sentir a coleira pressionando levemente meu pescoço, tudo se torna mais marcante, o sentimento de ser possuída, de ser propriedade, objeto de prazer de Mestre fica aflorado, assim como a feminilidade, o ser fêmea no sentido mais instintivo que a palavra possa expressar. Esqueço dos que nos rodeiam, nada ou ninguém supera ou interfere na minha felicidade.

A brisa tem aroma diferente, o corpo emana o calor da excitação e o toque de Mestre faz-me estremecer. Sou sua, meus desejos são os seus desejos, meu prazer é o seu prazer. Entrego-me aos seus desejos de forma plena, só há verdadeira entrega quando esta é completa. Meu único desejo é ser verdadeiramente sua.

Já na estrada seguimos nossa pequena viagem. O dia estava agradável, o sol já ameno e o perfume do campo era refrescante. Sentia-me totalmente feliz e realizada por estar ali com meu Dono e Senhor. Conversamos sobre várias coisas, a paisagem, algumas notícias, assuntos comuns e amenos…

Sentia-me exaurida, não só pelo cansaço da viagem, mas, principalmente, pela ansiedade do convívio que teríamos e pela tensão de ter meu prazer refreado. Há 10 dias não gozava, não me tocava sensualmente e, até mesmo, evitava tais pensamentos. Afinal, foram as ordens de meu Senhor. Suplício meu, desejo de meu Senhor para que eu me disciplinasse.

Chegamos finalmente ao refúgio. Não há nada mais aconchegante do que estar nos braços daquele que deseja te usar e cuidar. Mesmo quando esses mesmos braços são instrumentos de seu martírio.

Descemos do carro, a guia é pressa a coleira e coloco-me na posição de cadelinha, Mestre me puxa para dentro da casa . Senta-se numa poltrona e acaricio seu pênis com meus lábios, sinto-o enrijecer em minha boca, poderia ficar horas ali satisfazendo Mestre.

Logo recebo a ordem de aguardá-lo para receber a primeira série de spank. O açoite torna-se doce porque dele surge seu prazer, único objetivo do meu servir. Porém, por mais que sinta prazer em servi-lhe, receber tal ordem sempre causa-me aflição, sentimento esse que procuro não deixar transparecer, esforço inútil. Mestre sabe e diverte-se com meu desespero, permaneço de frente para a parede por alguns instantes, que mais parecem uma eternidade, sei que naquele momento está escolhendo o objeto de meu martírio.

Logo descubro da forma que me cabe qual foi sua escolha, sinto as tiras do chicote de couro atingir minhas nádegas. Golpes iniciais brandos que vão num crescente até queimarem minha carne.

A medida que os golpes tornam-se mais fortes, meus gemidos começam a se libertar, procuro manter-me serena, mas o ardor me desespera, resta concentrar-me, esperar até que Mestre tenha seu desejo saciado e agradecer-lhe por ser seu objeto de prazer.

Os golpes cessam. Mestre aproxima-se, acaricia, aperta a carne dolorida, arranca os gemidos que ainda tenho forças para soltar, meu corpo deseja desfalecer, minha alma anseia por ser possuída.

Ouço o ruído já tão conhecido e antes que tenha tempo de qualquer reação, a vara que segundos antes cortava o ar, agora estala em minhas nádegas. Uma, duas, três, muitas vezes. Perco a conta, sinto os vergões altos e doloridos que desenham minhas ancas. Novas carícias, alguns gemidos, muitas lágrimas a escorrer por minha face.

Mestre ordena que fique de quatro. Seu falo quente e úmido penetra, rasga-me a carne. Sinto um filete de sangue a escorrer pela brutalidade que me toma. Mas, nem todo ardor faz-me distanciar da alegria de saber que naquele momento sou simplesmente sua fêmea, sua cadelinha.
Fodida, entregue e feliz, sua.

O líquido quente a escorrer-me por entre as pernas delata o prazer que transborda de meu ser. Minhas costas desenhadas por suas unhas. Gozo, simplesmente gozo, um gozo pleno livre de preconceitos, repleto de prazer. O corpo estremece, tem movimentos involuntários e incontroláveis. Ele não me pertence, meu gozo pertence a Ele, assim como meu corpo e alma.

De joelhos meus lábios voltam a acariciar-lhe, suas mãos me conduzem, ora me fazem sufocar. Minha língua movimenta-se freneticamente em busca do néctar que nasce de seu gozo.

Sinto seu corpo estremecer. Sugo cada gota que brota. Seu sabor invade meu paladar e degusto de seu gozo como um prêmio.

Suas mãos agora não mais conduzem, afagam sua cadelinha que permanece aos seus pés. Seus lábio esboçam um sorriso satisfeito, os meus imitam e os conduzo até seus pés, beijando-o e agradecendo pela honra de servi-lo.

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Fada do Doce é uma submissa amante de BDSM e do universo fetichista. Gosta de ser controlada e usada. Não mede esforços para proporcionar prazer a quem lhe domina.

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