Crônica Sexual II – Ela

Posted by Léo Beck in Comportamento, Crônica Sexual, Sexo on 23-04-2012

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Um grito agudo e estridente a acordou. Assustada, mal abriu os olhos e já estava de pé, num pulo, sem pensar, e foi correndo ao quarto da filha – coisas que só uma mãe entende. Sua pequena dormia tranquilamente. Ah, ótimo, que alívio, está tudo bem. Mas, quem gritou? Sua filha sonhara? Ela própria sonhara?

Voltou para o quarto, onde seu marido dormia, tranquilo, seu sono incrivelmente pesado. Olhou para o relógio, que mal passara da primeira hora do dia. Incrível como seu marido nunca acordava, por nada, para nada. Ele nunca fazia nada. Nunca ajudava em nada. Inútil! Por que ela ainda estava casada com ele? Nem ela sabia ao certo.

Sentiu um ronco no estômago e perdeu sono.

Decidiu ir para a sala e tentar relaxar ao lado da janela, debruçada no escuro para não revelar sua nudez, vendo a noite daquela rua agitada onde morava. Adorava morar ali, perto de tantos bares legais. Talvez por isso ainda estivesse casada, para não ter que mudar dali, onde podia ver os carros passarem, as pessoas entrando e saindo dos barres, rindo, conversando e se divertindo. Ah, como é bom ser jovem, solteiro e sem preocupação. Precisava descer. Precisava comer alguma coisa.

Voltou para o quarto. Colocou um short jeans qualquer, um chinelo de dedo, uma regata branca e, por cima, uma camiseta, também branca, com gola em “V”, do Velvet Underground. Passou no banheiro, arrumou o cabelo de qualquer jeito, preso mesmo, mais fácil, passou lápis, batom e perfume porque, né?, vai descer na rua que está agitada, cheia de gente bonita, jovem, arrumada e ela não podia fazer feio.

Chegando lá embaixo, o porteiro dormia sentado, debruçado sobre a mesa, como sempre. Só ela, naquele prédio, não tinha o sono pesado? Passou pela porta do prédio. O bar onde costumava comprar uma cerveja de emergencia, um bar velho, simples, para quem gosta de cerveja e não da badalação, era vizinho do prédio, à direita e fechava tarde. Por isso, rumou à esquerda. Seria bom passear um pouco.

Passou por três quarteirões e, no caminho, por duas vezes, alguém mexeu com ela. Dois homens, cada um e um bar diferente. Bonitos, até. Quer dizer, ah, não podia exigir muito. E mexeram! Não estava tão mal, afinal. Nem tão velha. Mas ela os ignorou. Era casada e nunca fora dessas mulheres que traem. Ao final do terceiro quarteirão, atravessou a rua e voltou pela calçada oposta. Só queria ver um pouco do movimento. Nada demais.

Entrou no velho bar vizinho ao prédio, pediu uma latinha de cerveja, e se sentou ao balcão. Os salgados gordurosos não a animaram. Desistiu de comer. Logo no primeiro gole, tão bom, tão gelado, tão reconfortante, ela sentiu-se arrepiar. Sorriu.

Saiu à rua com a lata de cerveja na mão e decidiu dar mais uma volta.

No final do quarteirão ficava o bar onde o primeiro cara tinha mexido com ela. De relance, parecera bonito. Não custava nada passar em frente ao bar mais uma vez, para vê-lo melhor. Sim, ele ainda estava lá, sentado, dentro do bar com alguns amigos. Seus olhares se cruzaram. Ela ficou vermelha, olhou de lado e resolveu voltar para casa. Quase em frente ao prédio sentiu alguém a segurar pela cintura.

“Não precisa fugir. Não mordo. Não sempre.”

Surpresa, ela sorriu.

“Como você se chama?”, ele perguntou.

Ela se virou para ele e devolveu a pergunta.

“Qual é o seu nome?”

“Carlos.”

“Carlos, se você não morde, o que você quer exatamente?”

Ela foi enfática e direta, o que o desconcertou.

“Olha, eu sou casada, tenho uma filha de quatro anos, moro aqui do lado, e da janela do meu quarto, onde meu marido está dormindo, dá para esse bar. Não sou dessas. Não traio meu marido. Nunca traí, nunca trairei”, disse um pouco alterada.

“Você é linda.”

“Não. Eu estava dormindo até quinze minutos atrás. Estou toda amassada.”

Ele a puxou pela cintura e colou o corpo dela no dele. Ela tomou um susto, mas antes que ela falasse alguma coisa, ele a beijou.

“Você é louco? Tá pensando o quê? Eu sou casada.”

Ele a beijou de novo. Dessa vez ela se desvencilhou dele.

“Não. Para. Sério. Olha, eu moro ali”, apontou a janela de sua sala. “Assim não. Não posso. Meu marido pode acordar e aparecer ali e me ver…”

Ele a beijou mais uma vez. Dessa vez, deu-se por vencida. Mesmo porque, além do beijo de Carlos ser delicioso, o inútil do seu marido não acordaria nem se duas pessoas estivessem transando na mesma cama que ele.

“Carlos, espera. Aqui, não. Alguém pode ver.”

“Vamos para o bar.”

“Eu moro aqui. Todo mundo me conhece, conhece meu marido. Não.”

“Então… Onde?”

“Carlos, você é um homem destemido?”

“Você não faz idéia.”

“Então vem comigo.”

Ela o pegou pela mão e o puxou. Pararam em frente ao prédio. A adrenalina a lavou. Tentou enxergar o porteiro através do vidro, mas a película escura deixava muito escuro dentro do prédio.

“Espere aqui um pouco.”

Com cuidado, abriu a porta de vidro. Um ronco reverberou pelo saguão: o porteiro ainda dormia. Com um gesto, chamou Carlos para entrar.

“Silêncio, agora.”

Com todo cuidado necessário, delicadamente, chegaram até o elevador. Carlos não estava entendendo direito o que acontecia, mas entrou no jogo.

“Onde a gente está indo?”

Ela sorriu.

“Calma. Você vai gostar, tenho certeza.”

Chegaram ao andar dela. A luz do corredor se acendeu enquanto a porta do elevador se fechava atrás deles. Ela deu um rápido beijo nos lábios dele, tirou a chave do bolso e encaixou na porta.

“Com todo cuidado agora, ok?”

Ele assentiu em silêncio.

Ela entrou em casa seguida por Carlos. Calmamente, fechou a porta. Carlos estava parado, um pouco assustado, conforme seus olhos demonstravam. Ela o levou até a cozinha e encostou a porta que a separa da sala. Sentia o coração na boca. O medo deixa tudo mais gostoso.

“Eu moro aqui. Meu marido tem o sono pesado, não acorda nunca, para nada,” ela disse tirando a camiseta que cobria a regata branca que revela seus mailos, duros.

Ele sorriu.

“Agora, você precisa saber duas coisas: estou sem calcinha e sou toda sua. Você tem camisinha?”

Ele a puxou contra seu corpo. Ela sentiu o pau dele, duro, querendo rasgar a calça enquanto se beijavam. Ela beijou seu pescoço, tirou a camisa dele e ajoelhou. Estava prestes a matar a fome.

Crônica Sexual I – De aluno a professor

Posted by Léo Beck in Crônica Sexual, Macho, Sexo, Sexo Anal, Sexo Oral on 31-03-2012

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Gioavanna já era mulher na época em que eu era um garoto babaca e besta de quatorze anos. Loira tingida, mais baixa que a média, era minha grande conquista. Seus vinte anos me deixavam com a sensação de ser mais adulto e mais homem do que eu era de verdade enquanto sua beleza estonteante me deixava inseguro e apreensivo, como se eu fosse ainda mais juvenil do que eu realmente era. Foi Giovanna quem me iniciou no sexo, que me fez apreciar o gosto do gozo de uma mulher, sempre ligeiramente adocicado, e que me mostrou todos os caminhos para dar o máximo de prazer a uma mulher.

Muitos anos depois, a equação se inverteu. A Bernadete, linda, loira de olhos verdes, era uma simples menina, nada inocente, porém, enquanto eu já era um homem feito, embora ainda mais babaca e infantilmente besta. Nessa época eu já era viciado em chupar uma rosada e deliciosa buceta, mas tinha tesão mesmo era nas aulas de boquete que eu dava par ela: como olhar, como pegar, como lamber, onde lamber, como chupar, como deixar a língua passear pela glande… Ensinei àquela garota a fazer o melhor boquete da minha vida. E amei aquela menina como qualquer coroa em crise de meia idade ama uma pós-adolescente.

Acontece que, graças às deliciosas aulas que eu dava à Bernadete, descobri tardiamente minha vocação de professor e percebi que tinha duas faltas no meu currículo sexual: deflorar uma mulher, ensinando-a todos os truques para virar uma leoa conquistadora, e inaugurar um apertado cú.

Mas me envolvi com Roberta, uma prostituta aposentada, vingativa, que quase nunca me beijava – resquícios da época de vida nada fácil que levara, onde adquiriu o hábito de não beijar nunca –, mas que metia de um jeito tão incrível que, por algum tempo, esqueci da minha vocação.

Logo depois, porém, cheguei até Julieta. Garota jovem, atlética, bem musculosa, dessas que você acredita ser lésbica e imagina um grelo maior que seu pau. Mas não. Julieta tinha uma boca incrível e chupava um pau com uma vontade e um tesão tão grandes que certamente viciava a todos os que passavam por sua boca e, talvez por isso, nunca ninguém a tinha dominado, domado, colocado de quatro e ensinado a ela os prazer de um bom anal. Sorte a minha, que com muita paciência e todo cuidado do mundo, aliados a muito lubrificante anestésico, ensinei Julieta não só a não sentir mais dor com um pau na sua bunda, como também a mostrei a arte de gozar pelo seu tão deliciosamente apertado cú.

Então vieram a Tathiane, a Renata, a Débora, a Carla, a Catarina, a Karina, a Daniela, a Marta, a Marcela, a Marcella, a Andréa, a Ana e mais algumas outas, mas nenhuma casta, nenhuma virgem, nenhuma para ser deflorada.

Até que conheci Pauline, uma morena de longos cabelos negros, olhos verdes, pouco mais de trinta anos, alta, com quadril largo, cintura fina, os peitos mais lindos que eu já vi na vida e com incríveis timidez e insegurança, que a faziam se esconder atrás de seus grossos óculos de grau. Tinha dificuldade de conseguir olhar alguém nos olhos, vivia calada e ruborizava com facilidade.

Quando descobri sobre sua virgindade, obstinei-me. Foram cinco duros meses para conquista-la. Ah, como foi bom ensinar a ela sobre como pegar num pau, como não pegar, para dar tesão, como bater uma punheta, como beijar, como chupar, como ser chupada, como me amarrar, como se deixar amarrar e, finalmente, o que eram os orgasmos de tirar o fôlego e se permitir morrer. Finalmente, Pauline, minha grande contribuição para a sociedade: após dois meses de aulas diárias, nos quais perdi quinze quilos, formei uma verdadeira ninfomaníaca.

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